2017: Um ano profético?

Jerusalém, capital eterna!

 

“Orai pela paz de Jerusalém! Sejam prósperos os que te amam. Reine paz dentro de teus muros e prosperidade nos teus palácios. Por amor dos meus irmãos e amigos, eu peço: haja paz em ti!” (Salmo 122.6-9).

Outra versão para esse versículo diz: “Ore pela paz de Jerusalém, que a sua vida vai ser próspera”. Há promessas na Bíblia que vão se cumprir em nossas vidas porque são a Palavra de Deus para nós. Mas eu tenho orado especificamente por esse versículo e entendi que a relação de certas prosperidades que eu tenho na minha vida tem muito a ver com isso.

A verdade é que Jerusalém ficou desabitada e sem dono durante mil e novecentos anos e, talvez, isso tenha tirado de nós a euforia de orarmos por ela. Porém, se você quiser experimentar prosperidade em sua vida faça o teste, ore por Jerusalém!

No quadro ilustrativo acima vemos um período de 500 anos divididos em 10 anos de Jubileus. Segundo Levítico 25, um ano de Jubileu tem 50 anos. Na parte superior do quadro estão destacados os fatos que se referem ao mundo em geral e na parte inferior os que se referem a Jerusalém.

 

Uma profecia sobre Jerusalém

O rabino judeu-alemão Judá Ben Samuel, de Regensburg (1140 – 1217), antes de sua morte profetizou sobre Israel. Isso não significa que daremos crédito a ela na mesma proporção que damos à Palavra de Deus, pois anos se passaram e essa profecia pode ter sido adulterada. Porém, muitos fatos comprovam a mesma, o que veremos a seguir.

Ele profetizou que haveria um tempo em que os inimigos tomariam Jerusalém por oito Jubileus, ou seja, por quatrocentos anos. Depois disso, Jerusalém ficaria um Jubileu (cinquenta anos) como uma terra de ninguém. No décimo Jubileu, porém, Jerusalém retornaria para os judeus e, ao final do mesmo, começaria o reinado messiânico.

 

Analisando algumas datas

É importante entendermos que o relógio de Deus é Israel, é Jerusalém, e continua sendo até hoje.

1517 (1) – Jerusalém é tomada pelo Império Otomano turco que a domina por quatrocentos anos (oito Jubileus). A profecia se torna realidade. Esse império é de origem islâmica, não como o Estado Islâmico atual, pois, ao contrário deste, contribuiu com o progresso mundial. Vemos, por exemplo, muitas construções de origem otomana na Europa.

1517 (2) – Simultaneamente à tomada de Jerusalém pelos otomanos, acontece a Reforma Protestante por Lutero. Nós, em 2017, estamos há 500 anos dela e somos gratos a Deus pelo entendimento da justificação da humanidade somente pela graça. 

1900 (1) – Marca o período em que os judeus começam a falar hebraico na comunidade que estava sendo formada em Jerusalém. Aliás, desde 1881 alguns judeus já começam a voltar para Jerusalém. A terra ainda não lhes pertencia e frequentemente se viam ameaçados, mas a primeira coisa que fizeram quando regressaram foi recuperar a língua hebraica. Eles entenderam que a diáspora (dispersão do povo judeu pelo mundo) fez com que a perdessem e, por isso, levantaram escolas e treinaram seus filhos para falarem a língua mãe.

1900 (2) – Enquanto se começou a falar hebraico em Jerusalém, aconteceu o derramamento do Espírito Santo nos EUA. Desde que o Espírito Santo fora derramado sobre a Igreja Primitiva, não houve derramamento como esse dos EUA. Charles Parham (pastor metodista) começou a orar por isso e em 1º de janeiro de 1900 veio o dom de línguas sobre a igreja (em Topeka) (uma coisa que já não existia mais). Nessa época, uma garotinha foi batizada pelo Espírito Santo e falou em línguas por três dias seguidos. O movimento de Charles Parham deu origem ao movimento em Azusa, onde houve um grande derramamento do Espírito a partir de 1906.

1917 – Os ingleses invadem Jerusalém e derrubam o Império Otomano. A partir daquele momento ainda não tinha sido destruído no mundo o Império Otomano, mas em Jerusalém eles não mandavam mais. Agora os ingleses passaram a mandar em Jerusalém. Na verdade, ela ficou como uma terra de ninguém, pois não tinha nenhuma gerência ou governo sobre si. Cumpre-se, então, a profecia? Afinal, de 1517 a 1917 são oito Jubileus!

1947/48 (1) – A ONU foi favorável à constituição do Estado de Israel. Seus membros estavam consternados, porque na 2ª Guerra Mundial Hitler executara seis milhões de judeus. Em 1948, nasce oficialmente uma nação em apenas um dia, cumprindo assim Isaías 66:8, que diz: “Quem jamais ouviu tal coisa? Quem viu coisa semelhante? Pode, acaso, nascer uma terra num só dia? Ou nasce uma nação de uma só vez?” Mesmo depois da criação do Estado de Israel, Jerusalém fica dividida por uma faixa que corta o coração da cidade, separando o domínio da Jordânia (ao leste) do domínio israelense (a oeste). Isso mudou somente após a Guerra dos Seis Dias (1967).

1947/48 (2) – Deus derrama o dom de cura, principalmente sobre os EUA. Muitos homens de Deus se levantaram e um deles, chamado Oral Roberts (hoje, uma Universidade), viajava por todos os EUA levando sua tenda. Ele chegava a uma cidade qualquer e dizia para as pessoas: “Se vocês entrarem nesta tenda, participarem de um culto e não saírem dela curados, podem chamar-me de mentiroso e dizerem que Deus não existe”. Todos saíam de lá curados.

1964 – Houve o Concílio Vaticano II, o qual foi influenciado por David du Plessis (ministro pentecostal sul-africano) em duas coisas: leitura da Bíblia (aos católicos leigos a leitura da Bíblia era proibida) e a presença do Espírito Santo. Aonde fosse du Plessis, o Espírito Santo se manifestava. Por causa disso ele ficou conhecido como o “Sr. Pentecoste”. Assim, a Igreja Católica começou a se abrir para a possibilidade de receber os carismas (dons) do Espírito Santo.

1967 (1) – A profecia dizia que no fim do 9º Jubileu, Jerusalém estaria de volta para os judeus. Em 1967 todos os países árabes se levantaram contra Israel. Jerusalém ainda era metade de Israel e metade da Jordânia (árabes); a parte histórica não havia sido dada aos judeus e, por isso, os árabes entenderam que Jerusalém os pertencia. Aconteceu, então, a Guerra dos Seis Dias, na qual os judeus controlaram novamente Jerusalém e a declararam como sua capital eterna e indivisível. Foram dezenas de milhares de árabes mortos e apenas algumas centenas de judeus. Exatamente no 7º dia depois da guerra, no sábado, os judeus celebraram o Shabat da vitória. A partir daí, começaram a surgir e crescer grupos judeus messiânicos (cristãos) que, atualmente, têm sido fundamentais no processo da Unidade da Igreja com os “judeus remanescentes” (Romanos 11).

1967 (2) – Na década de 60, o Espírito Santo começou a se derramar sobre as igrejas históricas tradicionais (Presbiteriana, Metodista, Batista etc.). Elas ainda não haviam tido a visitação do Espírito Santo como acontecera em Azusa. Porém, faltava uma a ser visitada: a Igreja Católica. Mas no dia 20 de janeiro de 1967 (cinquenta anos atrás), alguns católicos e também alguns protestantes que estavam na Universidade de Duquesne (Pittsburgh, Pensylvania, EUA), orando insistentemente, lendo Atos 2 e o livro “A Cruz e o Punhal” de David Wilkerson, receberam o derramar do Espírito Santo. Nasceu, então, a Renovação Carismática Católica, ou Pentecostalismo Católico, como foi inicialmente conhecida.

 

O derramar do Espírito sobre todas as denominações teve um significado muito importante: a unidade da igreja. Contrariamente à Torre de Babel, quando as pessoas não se entendiam, na igreja primitiva, em Jerusalém, o Espírito Santo foi derramado trazendo o dom de línguas para que até os estrangeiros visitantes entendessem a mensagem (cada um a ouvia na sua própria língua). Naquele momento, em Jerusalém, o Espírito Santo falava com o mundo todo completando assim a obra e o propósito de Deus.

1977 – Houve em Kansas City (EUA) a maior conferência de Unidade onde, por três dias, se reuniram líderes de muitas confissões religiosas (luteranos, presbiterianos, católicos, anglicanos, pentecostais etc.). As mais de 50 mil pessoas presentes puderam ver manifestações do Espírito Santo agindo em favor da Unidade do Corpo de Cristo. Devido a barreiras humanas, não houve mais reuniões como essa nesses 40 anos. Porém, há um grupo trabalhando para que ela retorne em outubro de 2017.

2007 – Ano em que se iniciou o Encristus (Encontro de Cristãos na Busca de Unidade e Santidade). Esse é um mover do Espírito Santo no Brasil a partir da comunhão de alguns irmãos evangélicos e católicos a serviço da reconciliação dos filhos de Deus.

Concluímos, então, que o Espírito Santo foi derramado no Século XX para a Unidade da Igreja. Veja como podemos fazer uma associação de todas essas coisas. Não dá para entender o fim dos tempos sem essas associações. Na profecia, o rabino, que obviamente não citou o ano em que estamos, disse que no 10º Jubileu Jerusalém estaria no controle de Israel e, quando isso ocorresse, viria o reinado do Messias. O que é o reinado do Messias? Não sabemos nem entendemos bem sobre ele, mas uma coisa é certa: nesse ano em que estamos acontecerão muitas coisas. É o ano em que comemoramos:

1) 500 anos da Reforma Protestante

2) 100 anos que Jerusalém foi desocupada pelo império Otomano

3) 70 anos da criação do Estado de Israel

4) 50 anos da Guerra dos Seis Dias

5) 50 anos da Renovação Carismática Católica

6) 40 anos da maior reunião da Unidade do Corpo de Cristo (Kansas City)

7) 10 anos do ENCRISTUS

(Nota explicativa: De acordo com a profecia, o décimo Jubileu se iniciou em 1967 e terminará em 2017 - fonte da internet).

 

As três árvores na Bíblia

Segundo o judeu messiânico Asher Intrater, há três árvores na Bíblia (Juízes 9:8-13) com importantes significados:

1) Videira – Representa Jesus, que dá frutos para Deus. Ele mesmo disse: “Eu sou a videira verdadeira...” (João 15:1).

2) Oliveira – Representa Israel messiânico, espiritual, que vem desde Abraão, Moisés e Davi. É a união, pela fé, dos remanescentes de Israel com as nações gentias.

3) Figueira – Representa o Estado de Israel, o Israel nacional, natural.

Um dos argumentos de que a figueira representa Israel natural é que Jesus seca a figueira por não ter frutos (só folhas) (Marcos 11:12-20; Mateus 21:29); depois, ele manda arrancar após três anos (tempo do seu ministério) uma figueira que não dava frutos (Lucas 13:6-9).

“Aprendei, pois, a parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas essas coisas aconteçam” (Mateus 24:32-34).

Muitos pregadores dizem que a figueira é uma ilustração de Israel e do judaísmo. Dizem, também, que Israel voltou a brotar e renovar suas folhas quando voltou a ser novamente uma nação em 14 de maio de 1948. Em conexão a isso, surgiram diversas interpretações de que a “geração” que viu Israel se tornar nação novamente não passaria sem ver a volta de Jesus. Considerando que uma geração tenha 70 anos (Salmo 90:10), isso coincidiria com os anos de 2017/2018. Mas essa é uma interpretação simplista e superficial, pois, em função da parábola acima, entende-se que Jesus não voltará em 2017, mas que esse ano é, na verdade, um ano profético.

“Ainda lhes propôs uma parábola, dizendo: Vede a figueira e todas as árvores. Quando começam a brotar, vendo-o, sabeis, por vós mesmos, que o verão está próximo. Assim também, quando virdes acontecerem estas coisas, sabei que está próximo o reino de Deus. Em verdade vos digo que não passará esta geração, sem que tudo isto aconteça” (Lucas 21:29-32).

Jesus fala nesta parábola sobre TODAS as árvores. Todas as árvores significam as demais nações. Mateus referiu-se à figueira como sendo Israel; Lucas referiu-se a ela como sendo Israel e todas as árvores como sendo as nações.

Concluímos então que não é só Israel, mas existem alguns sinais que nos provam isso em outras nações. Por exemplo: li a notícia de que na Itália aconteceram 45.000 terremotos entre agosto do ano passado a janeiro deste ano. A maioria deles, claro, é insignificante, mas são 45.000 em seis meses! Jesus disse que no final dos tempos haveria terremotos em larga escala. Então, é preciso atentar também sobre o que Deus está falando a cada nação!

Sobre quando Jesus voltará, temos um dado relevante na parábola acima: Jesus diz “esta geração”, que significa algo próximo, que iria acontecer na sua própria geração, sendo que o correto, se ele se referisse aos dias atuais, seria usar “essa geração”, que se referiria a algo mais distante em relação ao momento que ele profetizou. Assim, ficamos em dúvida se realmente Jesus está voltando agora. Não sabemos a hora, mas temos de ter pelo menos alguns sinais da sua proximidade, pois somos filhos de Deus e Ele não quer que sejamos pegos despercebidos.

 

Israel e Jerusalém em foco

Donald Trump, o novo presidente dos EUA, é totalmente controvertido, mas ele está dizendo que passará a embaixada dos EUA, que está em Tel Aviv, para Jerusalém. Caso faça isso mesmo, as nações vão se rebelar contra ele porque odeiam Israel.

Do dia 15 a 17 de janeiro de 2017, setenta nações se reuniram em Paris para mais uma vez tratarem do destino de Israel. Tirar Jerusalém do controle de Israel foi o tema principal desse ajuntamento. Eles não entendem que roubar de Israel a sua capital é como tirar o seu coração. Uma resolução como essa, segundo alguns judeus messiânicos, também afeta diretamente os cristãos, pois cada nação receberá o mesmo tratamento que se dá a Israel. Confira o que está escrito em Joel:

“Eis que, naqueles dias e naquele tempo, em que mudarei a sorte de Judá e de Jerusalém, congregarei todas as nações e as farei descer ao vale de Josafá; e ali entrarei em juízo contra elas por causa do meu povo e da minha herança, Israel, a quem elas espalharam por entre os povos, repartindo a minha terra entre si” (Joel 3:1,2).

Mas por que o mundo odeia Israel? E por que Satanás odeia Jerusalém? No livro “O Mistério da Oliveira”, de Johannes Fichtenbauer, lemos que uma senhora teve uma visão (1920) do diabo conversando com um homem e dizendo que lhe daria o mundo se ele lhe entregasse todos os judeus. Nessa época, Adolf Hitler ainda não havia se levantado como o Führer na Alemanha nazista. Por que Satanás quer que a raça judaica desapareça? Porque Jerusalém é o local aonde Jesus pisará na sua segunda vinda e será recebido por uma imensa multidão.

Encontramos no livro de Zacarias várias revelações proféticas. Veja o título do capítulo 14: “O juízo sobre Jerusalém e seus opressores”.

“Eis que vem o Dia do Senhor...” (Zacarias 14:1).

O que é o Dia do Senhor? É a volta de Cristo à Terra!

“Então, sairá o Senhor e pelejará contra essas nações, como pelejou no dia da batalha. Naquele dia, estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande; metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade, para o sul” (Zacarias 1:3,4).

Quando Jesus subiu ao céu, ele subiu de onde? Do Monte das Oliveiras. Os discípulos viram Jesus subindo aos céus e desaparecendo nas nuvens. Ficaram olhando aquela cena, pasmos. E aí um anjo se manifestou e disse: “Varões, não fiquem olhando para o céu, porque da mesma maneira que ele subiu ele vai voltar” (At 1.11). Em Jerusalém nós temos muitas dúvidas sobre onde fica a tumba de Jesus e tantas outras coisas. Porém, sobre o monte das Oliveiras não há dúvida: é sobre ele que Jesus voltará e pisará exatamente no local em que antes subiu aos céus.

E mais: Jesus voltará e terá o direito de governar por mil anos na terra. É assim que está escrito na Palavra de Deus. Ele poderia governar de tantos outros lugares, mais exuberantes e sofisticados, mas não: ele governará de Jerusalém.

“Todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém subirão de ano em ano para adorar o Rei, o Senhor dos Exércitos, e para celebrar a Festa dos Tabernáculos” (Zacarias 14:16).

Jesus reinará em Jerusalém. Que coisa maravilhosa! Se Satanás odeia tanto Jerusalém é porque algo muito forte acontecerá ali. A igreja, por sua vez, está distraída em relação a Israel. Ela tem perdido o vínculo com essa cidade e com esse povo. A Palavra de Deus diz que se alguém se rebela contra Jerusalém, está se rebelando contra a figueira, contra Israel natural. Jesus chorou diante de Jerusalém e disse que ela seria dispersa (se referindo ao povo de Israel). Ele disse também que só voltaria quando seu povo confessasse: “Bendito o que vem em nome do Senhor!” Aleluia! Isso é o que nós e muitos outros cristãos estamos fazendo hoje no Brasil e em várias nações do mundo. E é também o que muitos judeus messiânicos estão fazendo em Israel.

Quando Jesus entrou em Jerusalém (Mateus 21) montado em um jumentinho as pessoas aclamaram: “Bendito o que vem em nome do Senhor!” A propósito, o texto bíblico que cita esse episódio tem como título “A entrada triunfal em Jerusalém”. Ora, Jesus estava para morrer numa cruz! Então, a verdadeira entrada triunfal se dará na sua segunda vinda! Mas as pessoas gritavam: “Hosana! Hosana! Bendito aquele que vem em nome do Senhor!” E forravam o caminho com suas vestes, ramos e folhas de árvores para ele poder passar. Fizeram uma festa para o Rei que vinha montado em um jumentinho. Como será, então, na sua segunda entrada? Num jumentinho? Não! Ele virá com poder e glória e os céus vão se abrir! Aleluia!

“Vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. Os seus olhos são chama de fogo (...). Está vestido com um manto tinto de sangue, e o seu nome se chama o Verbo de Deus; e seguiam-no os exércitos que há no céu, montando cavalos brancos (...). Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito: Rei dos Reis e Senhor dos Senhores” (Apocalipse 19:11-16).

Os cristãos e os judeus messiânicos dizem que Jesus é o cabeça da Igreja, mas ele também é o Rei de Israel e estará voltando para ocupar o trono de Davi. Foi prometido a Davi que do seu trono sairia um Rei eterno, que seria o cetro não apenas de Israel, mas do mundo. É uma promessa de Deus! Então, Jesus vai voltar sobre Jerusalém! É importante lembrarmos que, na sua segunda vinda, o primeiro lugar em que Jesus colocará os seus pés será o Monte das Oliveiras, em Jerusalém, como nos afirmam os textos abaixo:

“...foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos. E, estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto Jesus subia, eis que dois varões vestidos de branco se puseram ao lado deles e lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir” (Atos 1:19-11).

“Então, sairá o Senhor e pelejará contra essas nações, como pelejou no dia da batalha. Naquele dia, estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente...” (Zacarias 14:3,4).

Assim, o capítulo 14 de Zacarias trata especificamente da volta de Jesus e declara que Jerusalém será o centro da adoração a ele no seu reinado de mil anos na terra.

 

Dois grandes sinais que faltam para a volta de Jesus

1º – O evangelho ser pregado a toda criatura na Terra.

“E será pregado este evangelho do reino por todo mundo, para testemunho a todas as nações. Então virá o fim” (Mateus 24:14).

Embora hoje, através da mídia, dos missionários, da expansão da igreja, da distribuição de Bíblias, das obras sociais pelo mundo e do evangelho estar rompendo limites como nunca, as estatísticas mostram que mais de 5 bilhões de pessoas no planeta não conhecem Jesus. Como isso será resolvido? Quando nós formos UM:

“...a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim” (João 17:21-23).

Essa missão que Deus nos deu terá significado quando o Espírito Santo fizer essa obra de unidade em nosso meio. Não uma unidade física, mas de coração, de amor. Então, o mundo crerá que Jesus foi enviado pelo Pai para salvá-lo. Precisamos orar e pedir que Deus nos perdoe por todo pecado de divisão que temos cometido. Nesses quinhentos anos houve muito derramamento de sangue e milhares de divisões! Não apenas entre católicos e evangélicos, mas também entre evangélicos e evangélicos. Lutero, por exemplo, se rebelou contra os anabatistas que criam no batismo de adultos e houve derramamento de sangue por causa disso. Se nós sabemos hoje mais sobre o batismo, foi a preço de muito sangue vertido.

Eu sinto que hoje é o momento de pedirmos perdão. A nossa geração deve orar: “Deus, quinhentos anos de tanto derramamento de sangue, de tanto ódio. Ó Senhor, perdoa-nos para que a Tua igreja seja uma, para que a Tua igreja se ame, para que a Tua igreja não tenha mais ódio um do outro, que não se faça mais críticas, que não haja mais divisões! Isso eles fizeram desde o começo.” Então, eu vejo que isso é importantíssimo para nós hoje!

2º - Judeus messiânicos, em massa, clamando pela segunda vinda de Jesus.

“Declaro-vos, pois, que, desde agora, já não me vereis, até que venhais a dizer: Bendito o que vem em nome do Senhor!” (Mateus 23:39). 

Os judeus messiânicos (hoje, mais de 15 mil) costumam falar isso em hebraico: “Baruch haba b’shem Adonai!” Precisamos, como igreja, nos unir aos nossos irmãos messiânicos e dizer: “Deus, que o Messias volte para Israel”. Porque quando ele voltar, voltará para todos nós, judeus e gentios. Esse é o segundo acontecimento que falta para a volta de Jesus.

 

2017 é um ano profético para a volta de Jesus?

“Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai” (Mateus 24:36).

Ninguém sabe quando Jesus voltará a não ser o Pai. Todavia, devemos estar atentos aos sinais e, com diligência, vigiar e fazer a nossa parte.  A profecia do rabino Judá Ben Samuel nos inspira a pensar 2017 como um ano de Jubileu. Diante de tantas evidências que o dia do Senhor está chegando, por que não nos dispormos a ter um ano de restauração, de reconciliação, de devolução e compensação a quem é devido? Isso está de acordo com o que Jesus ensina: “A quem perdoardes será perdoado; a quem o reter, será retido” (João 20.23). Ao reter o perdão nós só perdemos.

O ano de Jubileu é um ano de libertar os escravos e devolver a terra ao seu primeiro dono. Essa era uma maneira de afirmar que Deus era o dono da terra e Senhor dos israelitas. No Velho Testamento eles tinham certas atitudes que nós precisamos ter em nossos dias. É preciso pensar em algo mais concreto, mais forte, como, por exemplo, nos reconciliarmos com os irmãos de outras denominações. É tempo de retribuirmos honra ao irmão que se afastou porque nós o machucamos. No ano de Jubileu não se diz “isso é meu”, mas “isso é nosso”. Precisamos ir atrás das pessoas! Afinal, o objetivo do Espírito Santo continua sendo a unidade da igreja. Deus quer curar não apenas as dissensões recentes causadas por razões pessoais ou secundárias, mas também as cisões profundas e milenares que separam os cristãos verdadeiros.

Esse ano de 2017 não seria um bom tempo para buscar a unidade da igreja com os judeus messiânicos? Orar intensamente pela paz de Jerusalém (Salmo 122:6) e declarar todos os dias: “Bendito o que vem em nome do Senhor”? Há cristãos que não gostam dos judeus, mas eles se esquecem que Jesus era judeu, sua mãe era judia, os apóstolos eram judeus; esquecem que nós, cristãos, recebemos tudo deles. Eles nos outorgaram a Palavra de Deus, tanto o Velho como o Novo Testamento (com exceção de Lucas, todos os escritores do Novo Testamento são judeus). Que nesse ano possamos aprender a ser solidários e a devolver a dignidade para o outro! Que possamos ter essas reconquistas como povo de Deus porque, ao voltar, Jesus reivindicará de nós esse espírito.

“Contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos, de maneira que os dias das sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos. Então, no mês sétimo, aos dez do mês, farás passar a trombeta vibrante; no Dia da Expiação, fareis passar a trombeta por toda a vossa terra” (Levítico 25:8,9).

No ano de Jubileu se tocava a trombeta, passando por todo Israel, como que clamando: “Apressa-te Israel, pois esse é o ano de Jubileu; ano diferente dos outros anos, pois é o ano transformador para as nossas vidas”.             

 

Fonte: servindocomapalavra.com.br 

 

Aniversários significativos em 2017:

O ano de 2017 que se aproxima é repleto de aniversários curiosos e significativos, entre outros dados que mostram que talvez seja um ano … “marcante”:

– Em 2017 serão 800 anos da profecia de Judah Ben Samuel sobre os 10 jubileus, feita em 1217.(profecia extra-biblica)

– Em 2017 serão 500 anos desde que começou o último Califado Muçulmano, o qual tomou Jerusalém em 20 de Março de 1517.
– Em 2017 serão 500 anos da Reforma Protestante, onde Lutero publicou suas 95 teses em 31 de outubro de 1517.
– Em 2017 serão 120 anos do Primeiro Congresso Sionista ocorrido em 29 de agosto de 1897.
– Em 2017 serão 100 anos da Declaração de Balfour, escrita em 2 de novembro de 1917 e da libertação de Jerusalém das mãos dos Otomanos pelos Ingleses.


– Em 2017 serão 70 anos do Estado de Israel, promulgado através da Resolução 181 da ONU em 29 de novembro de 1947 (Plano de Partilha da Palestina). Em 14 de maio de 1948 ocorreu a Independência de Israel.
– Em 2017 serão 50 anos da retomada completa do controle de Jerusalém por Israel após a Guerra dos Seis Dias ocorrida de 5 a 10 de junho de 1967.
– Em 2017 é o último ano referenciado pela profecia dos 10 jubileus, que já teve seus cumprimentos em 1517, 1917, 1967 …
– Em 2017 ocorrerá um evento astronômico que lembra a figura descrita em Apocalipse 12, da “mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça”, pois em 23 de setembro de 2017 a constelação de virgem, vista a partir de Jerusalém, terá uma formação similar. Não estou afirmando que Apocalipse 12 se refira a isso, mas a semelhança é digna de nota.

– Curiosamente o ano de 2017 também possui interseção com o ano judaico de 5777 (que começa em 03 de outubro de 2016) e o número 7 é significativo para quem conhece as Escrituras, ainda mais quando aparece 3 vezes ( 777 ).

Obviamente eu não posso afirmar com certeza que algo de proporções históricas irá acontecer em 2017, pois eu não tenho nem permissão e nem autoridade para fazer afirmações diretas. Mas eu posso fazer essa seguinte especulação a partir dos padrões vistos no passado, pois em 1517, 1917, 1947 e 1967, que foram anos importantes relacionados a Jerusalém (e Israel indiretamente), são todos anos relacionados a guerras que prenunciaram os eventos ocorridos nesses anos conforme descrito abaixo:

– Em agosto de 1516 houve uma guerra no Oriente Médio, não muito longe de Aleppo, que permitiu aos Otomanos tomarem Jerusalém em 1517.
– Em 1914 iniciou a Primeira Guerra Mundial que preparou todo o cenário necessário para a tomada de Jerusalém pelos Ingleses em 1917 e para a Declaração de Balfour.
– Em 1939 iniciou a Segunda Guerra Mundial que preparou todo o cenário que culminou na criação do Estado de Israel em 1947.
– Em 1967 ocorreu a Guerra dos Seis Dias que levou Jerusalém a ser completamente controlada por Israel novamente após quase 2000 anos.
– Estamos em 2016 e 2017 tem todos esses “aniversários” e “marcos” acima descritos … caso o padrão se mantenha, isso indique que talvez vejamos algo ocorrendo, quem sabe uma guerra ainda em 2016 ou mesmo em 2017 como um prenúncio de algo significativo que ocorrerá … ou talvez nada significativo ocorra … só o tempo dirá …

 

Dionei Vieira

Fonte: Blogaultimatrombeta.com.br

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